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Apoio dos partidos de esquerda e centro-esquerda farão suas bancadas crescerem
Pela primeira vez desde as eleições presidenciais de 1989, um único candidato consegue congregar o apoio de todo o campo progressista em uma eleição. Esse fato carregado de simbolismo além de demonstrar maturidade nos segmentos populares, transformou a candidatura de Lula na única a ter uma coligação de partidos. O que ampliou significativamente o seu tempo de exposição nos rádios e nas TVs. E, não só isso. Ao passo que PT, PSB, PDT, Psol, PCdoB, PV e Rede têm uma candidatura forte e conhecida como a de Lula, isso auxilia que os candidatos ao Senado e a deputado possam fazer suas campanhas sem terem que explicar ao eleitorado quem é ou o que já fez esse determinado candidato majoritário.
Isso não é pouca coisa em uma eleição de “tiro curto” cuja duração é de meros 45 dias. Outro dado a se relevar é o fato de Lula já partir para a disputa com um patamar de 40% na pesquisa espontânea, o que delimita um campo de ação alto para os candidatos proporcionais. Identificado regionalmente e localmente esse eleitor, pode o candidato majoritário e proporcional afirmar: “Não basta só eleger Lula. É preciso que ele tenha deputados e senadores que o ajudem a governar”. Pelo que tenho visto e escutado de vários candidatos, esse tipo de abordagem está ajudando muito.
Outro dado significativo dessa ampla aliança é, sem sombra de dúvidas, a forma elegante e companheira no tratamento entre os proporcionais dessa ampla aliança. Pela primeira vez, a grande política preside essa disputa. “Derrotar o golpismo e a extrema direita, para avançar nas conquistas do povo brasileiro.”
Esses fatos além de motivadores demonstram a maturidade adquirida por essas forças na luta contra o bolsonarismo e contra a ameaça de golpe de Estado por Bolsonaro e sua turma.
Um cenário ideal para sustentar as mudanças seria a eleição de 200 deputados e deputadas federais desse campo e aproximadamente 20 senadores. É difícil? É. Mas não impossível. Perseguir essa meta e conquistá-la daria uma estabilidade sem precedentes ao governo Lula. Sem contar que o presidente tem apoios sólidos em outras legendas que não compõem o campo das forças populares. O que lhe garantiria maioria nas duas Casas legislativas, isolando o extremismo direitista.
Os adversários de Lula na mídia e no mercado já perceberam esse dinamismo da esquerda e da centro-esquerda e farão tudo que puderem, inclusive usando meios deletérios e ilegais para tentar constranger a militância desses partidos. Toda eleição é assim.
Além de disputar o voto é importante usar as redes para denunciar a manipulação da informação e o possível viés persecutório de elementos alocados na institucionalidade. Quem assistiu a operação lava jato e sua ostentatória imagética levada a cabo pela mídia empresarial, tem que estar escaldado para tudo.
As mentiras ou a pós-verdade com o apoio sistemático dos algoritmos – o que não deixam de ser uma interferência estrangeira – vão vir com tudo.
Estejamos preparados.
